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Ex-presidente da CBF é condenado por corrupção e banido do futebol

Colunistas: 
Marcos Antônio

Ex-presidente da CBF é condenado por corrupção e banido do futebol
 
O Comitê de Ética da Fifa julgou na manhã desta segunda-feira (15) José Maria Marin, ex-presidente da CBF, como culpado por corrupção. Como parte da pena, o ex-mandatário foi banido, para sempre, de todas as atividades envolvendo futebol. Além disso, Marin terá de pagar uma multa no valor de 1 milhão de francos suíços (R$ 3,8 milhões).
 
“A investigação sobre o senhor Marin revelou vários esquemas de suborno, em particular entre 2012 e 2015, na relação com seu papel em conceder contratos a empresas de mídia e direitos de marketing de competições da Conmebol, Concacaf e CBF”, afirmou comunicado da Fifa.
 
Não é o primeiro banimento de Marin do futebol. Previamente o ex-presidente da CBF havia recebido a punição de forma temporária. Em agosto de 2018 havia sido condenado a quatro anos de prisão por envolvimento em esquemas de corrupção. Marin já passou também por períodos de prisão domiciliar. (Marcos Monteiro - Onefootball)
 
Breve resumo da carreira de Marin no futebol e na política 
 
Dos18 aos 20 anos, fez parte do elenco profissional do São Paulo. Neste 6 de maio, dia do 81º aniversário do cartola, João Paulo de Jesus Lopes, atual vice-presidente de futebol do Tricolor Paulista, contou em entrevista detalhes da curta carreira do mandatário como jogador.
 
“Ele atuava na posição que hoje conhecemos por volante, na época chamada de half. Chegava forte, era durão, viril”, disse. Apesar da pouca idade nos tempos em que Marín foi atleta, Lopes ressaltou que ouviu relatos de seu pai, sócio do clube desde a década de 1940, e de colegas mais antigos da diretoria. “O Marin tem visibilidade na política, por isso nós ouvimos muitas histórias dos companheiros. Eles lembram bem”.
 
Quando o cartola defendeu o São Paulo, entre 1950 e 1952, substituições durante as partidas não existiam nem mesmo em caso de lesões, o que dificultava sua participação na equipe. “Ele atuou bastante nos aspirantes, o ‘expressinho’, formado pelos reservas do profissional. Ocasionalmente jogava no principal, mas não era titular”, contou o vice de futebol. O “Almanaque do São Paulo”, de Alexandre da Costa, registra 20 confrontos do ex-jogador pelo clube: foram 12 triunfos e cinco gols marcados. Curiosamente, o Tricolor foi campeão estadual em 1949 e em 1953, contudo, na “Era Marin” não levantou qualquer troféu. A carreira de atleta não era, no entanto, o foco do jovem José Maria.  
 
Os salários menores em relação aos de hoje e a pouca longevidade da profissão fizeram com que o cartola tomasse outro rumo: amparado pelas remunerações de profissional, formou-se em direito pela Universidade de São Paulo, em 1955. “Os valores eram reduzidos e naquela época quem tinha 33 era exceção no futebol”, explicou João Paulo de Jesus Lopes.
 
Marín chegou à presidência da CBF e do COL (Comitê Organizador Local da Copa de 2014) em março de 2013, após renúncia de Ricardo Teixeira. Antes disso, foi vereador pela cidade de São Paulo (de 1964 a1970) e deputado estadual (de 1971 a 1979), vice-governador (de 1979 a 1982) e governador do Estado de São Paulo (de maio 1982 a maio de 1983). Neste período à frente da CBF, ganhou crítico número um: o deputado federal Romário. O Baixinho encabeçou o abaixo-assinado “Fora Marin”, que pede o afastamento de Marin do cargo por suposto apoio à ação que acarretou a prisão do jornalista Vladimir Herzog, morto na cadeia no regime militar. Em entrevista, Marín se defendeu das acusações e, pouco depois, fez queixa contra o ex-jogador no Supremo Tribunal Federal. (Fernando Notari (Fox Sports)

 

Em 15 de abrl de 2019
José Maria Marin está preso nos Estados Unidos desde 2017  (Tomaz Silva/Arquivo/Agência Brasil)