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Em jogo nervoso, Cruzeiro vence o Atlético no Mineirão e fica a um empate do bicampeonato

Em jogo nervoso, Cruzeiro vence o Atlético no Mineirão e fica a um empate do bicampeonato
 

Jogo teve duas expulsões, gol da equipe celeste anulado pelo VAR e duas reclamações do Galo em lances de pênalti não marcado e escanteio inexistente
 

Deu Cruzeiro no primeiro clássico da decisão do Campeonato Mineiro. Em jogo com alguns lances polêmicos, a equipe celeste venceu o Atlético por 2 a 1 no Mineirão, com gols de Marquinhos Gabriel e Leo - Ricardo Oliveira descontou. Com o resultado positivo no Gigante da Pampulha, os comandados de Mano Menezes precisam de apenas um empate no jogo da volta para conquistar o título. 

 

O Atlético ficou na bronca com a arbitragem. No fim do primeiro tempo, o dono do apito, Wagner do Nascimento Magalhães, não viu pênalti de Dedé sobre Igor Rabello. O segundo gol do Cruzeiro, marcado por Leo, de cabeça, surgiu após um escanteio inexistente. Os dois lances foram flagrados pela TV. Já o Cruzeiro teve um gol anulado pelo VAR. Após cobrança de escanteio, a bola resvalou no braço de Fred e morreu no fundo das redes.

 

A vantagem do empate na decisão agora fica com o Cruzeiro. Em caso de igualdade no jogo da volta, a equipe celeste conquista o bicampeonato. Já o Atlético precisa da vitória por ao menos um gol para levantar a taça, uma vez que fez melhor campanha na fase inicial.

 

Cruzeiro e Atlético voltam a se enfrentar pela final do Campeonato Mineiro no próximo sábado, dia 20, às 16h30, no Independência.

 

 

Primeiro tempo

 

Mandante neste domingo, o Cruzeiro foi quem tomou a iniciativa no duelo inicial da decisão do Mineiro. Aproveitando a fragilidade defensiva do Atlético pelo lado direito de defesa, o time de Mano Menezes buscou intensificar as ações com Marquinhos Gabriel. Apesar disso, quem assustou primeiro foi a equipe alvinegra. Aos 4’, Luan testou de fora de área, e Fábio fez importante defesa. A Raposa respondeu aos 9’, em tentativa de Robinho pelo lado direito. A bola acabou saindo pela linha de fundo.

 

Em jogo que o beneficiava, uma vez que conquistou a vantagem de jogar por dois empates ou uma vitória e uma derrota pela mesma diferença de gols na decisão do Mineiro, o Atlético buscou ganhar a posse de bola na base da vontade e desacelerar o jogo sempre que possível – nas reposições de bola e faltas sofridas, especialmente.  Por outro lado, o Cruzeiro encontrava dificuldade para fazer a transição ofensiva, desenvolver seu jogo e construir jogadas de perigo real.

 

 

O jogo voltou a ganhar ritmo quando os ânimos se esquentaram dentro de campo. O árbitro Wagner do Nascimento Magalhães precisou distribuir quatro cartões amarelos nos cinco minutos finais do primeiro tempo por uma série de desentendimentos. Foram para o vestiário amarelados Fred e Henrique, pelo Cruzeiro, e Luan, Ricardo Oliveira e Maicon Bolt, pelo Atlético.

O tempo inicial se encaminhava para o final sem gols quando a principal jogada ofensiva do Cruzeiro funcionou. Aos 45, Fred deu passe para Marquinhos Gabriel, que, livre da marcação de Guga, avançou até a entrada da área e finalizou com força. A bola ainda desviou em Leonardo Silva – que havia errado o passe no início da jogada – antes de morrer do lado esquerdo do gol de Victor. 1 a 0. Ainda deu tempo para o Atlético reclamar de pênalti. Aos 49’, Dedé puxou a camisa de Igor Rabello dentro da área, mas o árbitro não marcou e apitou o fim da etapa inicial sem consultar o árbitro de vídeo.

 

Segundo tempo

 

A volta do intervalo manteve a temperatura dos minutos finais do primeiro tempo. Logo aos 3’, Marquinhos Gabriel avançou pela esquerda, foi até a linha de fundo e tocou atrás para Fred, na risca da pequena área. O camisa 9 finalizou, mas a bola explodiu na defesa. A resposta veio aos 8’, quando Fábio salvou finalização de Vinícius, e depois aos 10’, com o gol do empate. Chará recebeu na área, pela esquerda, e cruzou para Ricardo Oliveira, livre de marcação, igualar o placar no Mineirão. 1 a 1.

 

Durou pouco o placar igual no Gigante da Pampulha. O responsável por voltar a deixar o Cruzeiro na frente do marcador foi Leo, terceiro maior zagueiro artilheiro da história celeste. Aos 15’, Robinho cobrou escanteio, Dedé desviou e a bola sobrou limpa para o camisa 3. Na frente de Victor, ele que não desperdiçou. 2 a 1. Mais uma vez os atleticanos reclamaram muito de irregularidade. A TV mostrou que a bola desviou em Marquinhos Gabriel antes de sair para escanteio.

Para tentar aproveitar ainda mais a fragilidade defensiva no setor direito da defesa do Atlético, Mano Menezes promoveu a estreia de Pedro Rocha. Ele entrou aos 22’ na vaga de Rodriguinho. Marquinhos Gabriel foi deslocado para o centro. Apesar da tentativa, quem levou susto foi o Cruzeiro. Aos 28’, Ricardo Oliveira recebeu lançamento livre de marcação na meia-lua, avançou e bateu. A bola acabou passando por cima do travessão de Fábio.

 

O Cruzeiro esperava uma chance para matar o jogo. Num contra-ataque, Fred achou Marquinhos Gabriel finalizou e Victor salvou. Na cobrança de escanteio, Fred subiu livre, tocou para o gol e correu para comemorar o terceiro gol celeste. No entanto, após chamado do árbitro de vídeo e consulta de Wagner do Nascimento Magalhães, o lance foi anulado. A bola resvalou no braço direito do atacante e morreu no fundo das redes.

 

O Atlético teve a chance do empate. Após boa jogada, Geuvânio cruzou e Chará finalizou da entrada da pequena área para fora. O fim de jogo ficou quente. Em poucos segundos, Edilson, Marquinhos Gabriel e Rafinha levaram cartão amarelo. No lance seguinte à falta, Rafinha fez nova falta e levou o segundo amarelo e, consequentemente, foi expulso. Na confusão, Adilson, do Atlético, também foi expulso. Foi a última emoção do clássico quente que terminou com festa da torcida celeste no Mineirão.

CRUZEIRO 2 X 1 ATLÉTICO

 

Cruzeiro

Fábio; Edílson, Dedé, Leo e Egídio; Henrique, Lucas Romero (Ariel Cabral), Robinho (Rafinha), Rodriguinho (Pedro Rocha) e Marquinhos Gabriel; Fred. Técnico: Mano Menezes

 

Atlético

 

Victor; Guga, Réver, Igor Rabello e Fábio Santos; Adilson e Elias; Luan (Maicon Bolt), Cazares (Vinicius) e Chará; Ricardo Oliveira (Geuvânio). Técnico: Rodrigo Santana

 

Gols: Marquinhos Gabriel (aos 45’1ºT), Ricardo Oliveira (aos 10’2ºT), Leo (aos 15’2ºT)

Cartões amarelos: Luan, Ricardo Oliveira, Maicon Bolt, Fábio Santos, Adilson, Leonardo Silva, Victor (Atlético); Fred, Henrique, Lucas Romero, Edilson, Marquinhos Gabriel, Rafinha (Cruzeiro)

Cartões vermelhos: Rafinha (Cruzeiro); Adilson (Atlético)

 

Motivo: primeira partida da final do Campeonato Mineiro

Local: Mineirão, em Belo Horizonte (MG)

Público Presente: 51.032

Público Pagante: 44.650

Renda: R$ 1.952.766,00

Data e horário: 14 de abril de 2019 (domingo), às 16h

Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhães (RJ)

Assistentes: Rodrigo Figueiredo Henrique Corrêa e Michel Correia (RJ)

VAR: Bruno Arleu de Araújo

 

 

Superesportes - Tiago Matar - Túlio Kaizer 

Estreante no clássico, Marquinhos Gabriel marcou o primeiro gol do clássico (Foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)

Ricardo Oliveira empatou para o Galo após jogada de Chará (Foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)
Divulgação: Site Eternamente Futebol 
Melhores momentos: https://youtu.be/aXXaoPIFYJE