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Ceará e Leão mexem nos cofres e agitam torcidas em ano de Série A

Ceará e Leão mexem nos cofres e agitam torcidas em ano de Série A
 
 

Alvinegro e Leão do Pici inauguram nova época em que buscam investir pesado para montar elencos que permaneçam na Série A do Brasileiro. Reforços também motivam as torcidas  
 
Quanto vale permanecer na Série A do Campeonato Brasileiro? Na prática, não se pode mensurar quantitativos para se tornar um frequentador assíduo da elite do futebol brasileiro, mas a julgar por ações de Ceará e Fortaleza, em ano de Primeira Divisão juntos, vale a pena investir. Primeiro, o Leão do Pici martelou até trazer de volta o atacante Osvaldo, que foi revelado pelo clube e estava jogando no Buriram United/TAI.
 
Embora a diretoria não confirme, fala-se em um salário acima dos R$ 100 mil. Na proporção do investimento do clube, a torcida mostrou que está empolgada e, no intervalo de 24 horas, o Leão vendeu 4 mil camisas promocionais relativas ao jogador.
 
A diretoria do Ceará contra-atacou, anunciando o retorno do meia Wescley, que foi um jogador importante desde o acesso à Série A, em 2017, como na campanha de permanência nessa divisão.

 

O clube investiu pesado no retorno de Wescley e comprou os direitos federativos do atleta por R$ 4,4 milhões, junto ao Vissel Kobe, do Japão. O contrato de meia do Alvinegro será de três anos e o de Osvaldo por dois anos.
 

Investimentos
 
Os dois presidentes, de Ceará e Fortaleza, justificam os passos dados nas contratações: "Naturalmente, o clube fez investimentos maiores em salários de jogadores para esse ano, devido a uma crescente no orçamento e à necessidade de ter um elenco mais qualificado para disputar uma Série A. Temos, sim, jogadores com valores de mais de R$ 100 mil de contrato, mas não vou dizer quem é porque é antiética essa exposição", reagiu o presidente do Leão, Marcelo Paz.
 
O presidente alvinegro, Robin de Castro, seguiu a mesma linha: "Fizemos investimento em jogadores nos quais a gente acredita. Trabalhamos para trazer atletas de mais peso, alguns mais caros, que requeriam maior investimento. Este ano, por termos permanecido na Série A, o mercado se abriu mais para o Ceará, com os outros clubes e jogadores nos olhando de outra forma. O primeiro ano é sempre mais difícil, por virmos da Série B, mas este ano, o segundo seguido na Série A, o mercado é mais receptivo e os investimentos seriam maiores naturalmente. Entramos em um patamar que o clube adquire direitos econômicos. Até pouco tempo não tínhamos nem esta condição. Agora já entramos em outro degrau do mundo do futebol. Foram investimentos acima do padrão do Ceará de outros anos".
 
Visão de fora
 
Com experiência no futebol cearense e hoje dirigentes, o ex-presidente do Ferroviário, Clóvis Dias, e o ex-executivo do Mypa, da Filândia, o cearense Marco Manso falaram sobre esse novo patamar de investimentos desfrutado pelo futebol cearense.
 
"Há uma escassez de craques e, por isso, os que têm fazem exigências altas, mas está dentro da realidade do futebol", disse Clóvis Dias.
 
"Fortaleza e Ceará estão vivendo uma nova realidade financeira e acredito que os dois estão fazendo investimentos dentro do planejamento estratégico. Os dois têm bons administradores", comentou Marco Manso, que é também gestor esportivo.
 
Em nova era de investimentos, Ceará e Fortaleza fazem contratações caras para montar suas equipes, visando à permanência na Série A
 
 
 
Fonte: Diário do Nordeste - Ivan Bezerra 
Divulgação: Site Eternamente Futebol 
Em 16/01/2019