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Ceará tem uma das piores campanhas no início Brasileirão desde 2006

Ceará tem uma das piores campanhas no início Brasileirão desde 2006
 
Cinquenta e um dias sem poder soltar o grito de comemoração por uma vitória. As últimas sete semanas foram de tristeza para o torcedor do Ceará. A equipe empacou na Série A do Campeonato Brasileiro, está na penúltima colocação e ainda não venceu nenhum dos sete jogos: até aqui são três empates e quatro derrotas, com só quatro gols marcados e 11 sofridos. 
 
Para se ter dimensão da má fase do Alvinegro de Porangabuçu, a equipe ocupa a 9ª posição do ranking com as 11 piores campanhas da Série A (veja quadro ao lado) nas sete rodadas iniciais, desde 2006, quando a Série A passou a ser disputada em 38 rodadas com sistema de pontos corridos.
 
Tirando o Paraná, que está uma colocação abaixo do Ceará na edição de 2018 do Brasileirão, apenas um time desta lista — o Fluminense (2008) — teve início pior do que o Vovô e conseguiu escapar do rebaixamento. O levantamento é do estatístico especializado em futebol, Thiago Minhoca. E os números negativos não param por aí, conforme Minhoca. Com a campanha atual, o clube tem o seu segundo pior início na Primeira Divisão desde 1976, quando o Ceará largou com dois empates e cinco derrotas. 
 
Há dez anos, o Fluminense ficou em uma condição parecida com a do Ceará, perdendo cinco e empatando duas partidas. No comparativo, os cariocas fizeram os mesmos quatro gols, mas sofreram um a menos do que o Alvinegro. O Tricolor das Laranjeiras terminou o Brasileirão de 2008 na 14ª posição, com 45 pontos conquistados (11 vitórias, 12 empates e 15 derrotas) e um dos artilheiros da competição, Washington, com 21 gols. 
 
Portanto, o Ceará precisa reagir o mais rápido possível para não chegar à reta final do campeonato em total desespero. O Vovô se encontra na 8ª rodada com três pontos a menos do que o primeiro time acima da zona, o Santos, que conquistou seis pontos em seis jogos, após duas vitórias, uma delas sobre os cearenses. O próximo embate do Vovô será amanhã contra a Chapecoense, na Arena Condá-SC, às 21 horas. A Chape está na zona, à frente do Ceará uma posição, com seis pontos em sete jogos.
 
PONTO DE VISTA 
 
HÁ TEMPO PARA REAGIR 
 
A fase vivida pelo Ceará no Brasileirão é reflexo de uma série de fatores, como os listados ao lado. Porém, ao invés de se apegar nos erros, é dever da diretoria focar nas soluções, porque há tempo para reverter o atual cenário. Afinal, na 8ª rodada, o Vovô ainda tem tempo para reagir antes que seja tarde demais. 
 
Antes de tudo, é latente a necessidade de qualificar o elenco. Não é preciso contratações, e sim reforços. Jogadores que cheguem para assumir ou, no mínimo, brigar pela titularidade, e não figurar no banco de reservas, como os recém-chegados. Além disso, é nítido que o atual elenco está abalado e tenso com o momento de pressão. Muitos atletas estão rendendo abaixo do que já mostraram que podem render. A contratação de Jorginho passa muito por isso: dar uma nova confiança e renovar os ares nos vestiários. 
 
Um terceiro elemento é crucial para que essa equação funcione: a torcida. Os protestos realizados recentemente traduzem a insatisfação dos alvinegros com os 50 dias sem vitórias, e as cobranças são justas, exceto quando ocorrem por meio de violência ou vandalismo. Mas mais que cobrar, o torcedor deve cumprir seu papel de apoiar e, assim, fazer parte da tentativa de mudar o atual cenário.  
 
É difícil, mas há tempo para reagir.
 
O Povo - André Almeida 
Divulgação: Site Eternamente Futebol 
Em 29 de maio de 2018 - terça-feira