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Árbitros voltam atrás e decidem apitar jogos do Leão

Árbitros voltam atrás e decidem apitar jogos do Leão
 
A queda de braço entre a arbitragem cearense e o Fortaleza terminou com uma reviravolta. Em reunião realizada ontem na sede da Federação Cearense de Futebol (FCF) com todo o quadro de árbitros local, ficou definido o fim do movimento que se negava a atuar em jogos do Fortaleza, bem como a possibilidade de destituição de João Lucas da presidência do Sindicato dos Árbitros do Ceará (Sindarf-CE).

A informação foi confirmada pelo presidente interino da Comissão de Arbitragem da FCF, Paulo Silvio. “Os árbitros estavam sem entender o que tinha acontecido, porque não foi uma decisão deles. Eles deixaram muito claro que o documento emitido pelo sindicato não tinha assinatura alguma”, explicou Silvio. Segundo ele, os árbitros procuraram o Sindarf, mas “para que o sindicato se pronunciasse com nota de repúdio ou mesmo fizesse um pedido de defesa junto à imprensa contra declarações de alguns dirigentes do Fortaleza que saíam da esfera do futebol e entravam na esfera do 
ser humano”.
 
O movimento de recusa a trabalhar em partidas do Leão seria, então, fruto de um mal entendido por parte do sindicato, que redigiu o ofício e deu entrada na FCF e Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol do Ceará (TJDF-CE). “Os árbitros entenderam o ato como irresponsável por colocá-los contra o Fortaleza. Eles estão decididos a constituir assembleia para destituir o presidente (João Lucas)”, completou o presidente interino 
da CA/FCF.
 
A reportagem do O POVO conversou, no entanto, com alguns árbitros, que pediram para ter seus nomes preservados. Eles contaram uma versão diferente. De acordo com eles, o movimento de fato existiu, mas perdeu força devido a declarações do próprio presidente do Sindarf, que gravou um áudio em um aplicativo de conversas criticando a atitude da arbitragem. O áudio vazou, e os membros da categoria ficaram insatisfeitos. 
 
Na reunião de ontem com a FCF, os árbitros pediram à entidade maior proteção e revertimento dos R$ 10 mil da taxa paga pelo Fortaleza para trazer arbitragem de fora em compra de rádio-comunicadores e bandeiras eletrônicas.
 
O POVO entrou em contato com João Lucas, que disse não saber o resultado da reunião. Ele também negou que os árbitros tenham pedido a sua saída da presidência do Sindarf.
O Povo - Brenno Rebouças 
Divulgação: Site Eternamente Futebol