Get Adobe Flash player
Recomende este Site!

Cueca, agressões , ironias, descontroles: relembre 26 polêmicas e confusões criadas pelo ex-técnico Emerson Leão

Colunistas: 
Marcos Antônio

Cueca, agressões , ironias, descontroles: relembre 26 polêmicas e confusões criadas pelo ex-técnico Emerson Leão
 
 
 
Conhecido como encrenqueiro e criador de problemas por onde passou ,o último time no qual Emerson Leão trabalhou como técnico foi o São Caetano em 2012. 
Em maio de 2013 foi sondado pela Portuguesa de Desportos para assumir o clube durante a disputa do Brasileirão. O treinador, no entanto, foi vetado pelos atletas, liderados pelo veterano Souza, campeão paulista em 2005 com Leão.
 
Desempregado desde 2012, em 2013 Leão iniciou outra atividade fazendo "bico" como comentarista esportivo do programa Cartão Verde, da TV Cultura. Lá também aprontou confusão com o comentarista Vitor Birner. Em julho de 2017, acertou com o canal Esporte Interativo para participar do programa +90, comandado por Alex Muller .
Ontem, 17/01/18, participava da banca de :jornalistas" que fazia a cobertura da estreia do Fortaleza no Campeonato Cearense. No pós-jogo, Rogério Ceni respondia todas as indagações dos jornalistas do Canal Esporte Interativo que fizeram a cobertura do jogo entre Fortaleza 4 x 0 Uniclinic, Ao elaborar sua pergunta, o ex-técnico além de demonstrar descortesia, demonstrou também falta de conhecimento daquilo que estava a perguntar. . Veja abaixo o teor da pergunta:
 
“Rogério, você deixou uma grande equipe, para uma pequena equipe. Deixou um grande público, para um pequeno público. Uma decepção por uma solução. Entendo eu que esse time de empresário que é o seu… Você está feliz aí? Digo sempre, se você estiver feliz, o rendimento pode aumentar. (…) Como treinador, você está feliz?”, indagou Emerson Leão.
Ao que Ceni retrucou: “Eu tô muito feliz. Deixa eu fazer uma observação: saí de um grande time, que é o São Paulo, com conotação no Brasil e no mundo, mas vim para um time de grandeza enorme, especialmente no estado do Ceará. É um tricolor como o São Paulo, com símbolo parecido, mas, é claro, o São Paulo com mais torcedor no Brasil inteiro. Mas a gente sente que a cidade respira futebol, que é apaixonada, com uma rivalidade muito grande entre Fortaleza e Ceará”, rebateu Ceni.
 
“Gosto muito do trabalho diário, sou muito feliz como treinador, e faço o meu melhor, seja no São Paulo, ou no Fortaleza, onde eu for trabalhar”, completou.
 
O treinador do Fortaleza ainda deixou claro que o time tem uma grande torcida. “Falando da torcida, ela tem um público grande, hoje o mando de campo não era do Fortaleza, o horário era mais tarde e ainda tinha transmissão da televisão para o Brasil, inclusive para o estado do Ceará. Agora, tenho certeza de que, nosso próximo jogo, o público vai ser bem maior que o de hoje”, afirmou Ceni.
 
Qualquer pessoa do povo que acompanha futebol sabe que o Fortaleza é um dos times do Brasil que mais leva torcida aos estádios. Em 2017, levou mais torcedores que alguns times da Série A.O ex-técnico Leão não soube contextualizar os conceitos de grande e pequeno. Por exemplo, em termos de região Nordeste, O Fortaleza é um dos maiores clubes da região ao lado de Sport, Bahia, Vitória, Náutico, Santa Cruz , Ceará ,dentre outros. Inclusive, em outubro deste ano o Clube completará cem anos de existência. Ele não sabe o que Fortaleza foi duas vezes vice-campeão brasileiro.
 
O Site Terra elaborou uma lista de polêmicas marcantes de Emerson Leão, que jamais passou despercebido por onde passou. Foram muitas brigas com jornalistas, técnicos, jogadores, presidentes de clubes e até policiais. Entre as acusações que já recebeu, constam machismo, birra contra argentinos e despudor por posar apenas de cueca para uma campanha publicitária. Ele fez inimizades com declarações ácidas. Relembre esses e outros casos a seguir:
 
Goiás (2010) 
Treinador do Goiás na época, Leão discutiu e agrediu um repórter na saída do campo após um empate por 2 a 2 entre a equipe esmeraldina e o Vitória, no Barradão. A confusão envolveu também jogadores, como o atacante Rafael Moura, que desferiu um soco no jornalista e foi punido com seis jogos de suspensão em julgamento do STJD. O técnico pegou apenas duas partidas de gancho.
Sport (2009) 
Descontente com a contratação do atacante Marcelo Ramos sem o seu conhecimento, Leão disse que, em protesto, entregaria o cargo e o presidente do Sport, Sílvio Guimarães, deveria assumir o comando do time. Antes que pudesse realizar a promessa, foi demitido e chamado de "ingrato travestido de valentão". Depois, o técnico retrucou ao declarar que o dirigente era um "esclerosado, covarde e incompetente".
Atlético-MG (2009) 
Comandando o Atlético-MG, Leão se envolveu em uma das muitas de suas polêmicas com mulheres no meio do futebol. No segundo jogo da final do Campeonato Mineiro de 2009, quando o clube alvinegro perdeu o título para o rival Cuzeiro, o técnico foi expulso por agressões verbais contra a bandeirinha Katiuscia Mendonça. A assistente acusou Leão de machista e disse ter "ouvido coisas que nunca imaginava que ouviria em uma partida profissional".
 
Santos (2008) 
Então técnico do Al Sadd, do Catar, Leão visitou a sede do Santos para receber salários atrasados do clube. Na saída, o treinador foi surpreendido por um ex-segurança e integrantes de uma torcida organizada da equipe, que armaram uma emboscada para agredi-lo e chegaram a arremessar uma barra de ferro com concreto na ponta em sua direção. Com poucos ferimentos, Leão declarou ter temido pela vida e chamou os agressores de "vândalos".
 
Ana Paula de Oliveira (2007) 
Quando posou nua para a Playboy, a bandeirinha Ana Paula de Oliveira declarou ter colocado silicone atendendo a um conselho do técnico Emerson Leão. O treinador teria dito, em pleno gramado: "você é uma excelente profissional, tem um corpo bacana, só precisa colocar silicone." Leão não confirma a sugestão.
 
Corinthians (2007) 
Indignado com um erro da auxiliar Aline Lambert, que anotou impedimento de forma equivocada contra o Corinthians, em um jogo diante do Noroeste, Emerson Leão foi filmado pela TV supostamente dizendo: "tá vendo, coloca mulher para apitar e dá nisso". Repudiado por feministas, o técnico negou a declaração e criticou o método de leitura labial.
Corinthians (2006) 
Precisando de apenas um empate com gols contra o Lanús, na Argentina, o Corinthians foi derrotado por 4 a 2 e se despediu precocemente da Copa Sul-Americana de 2006. A partida ficou marcada pela discussão entre o técnico e o meia Carlos Alberto, que foi substituído no primeiro tempo e tirou satisfação no banco de reservas. O episódio culminou com a saída do jogador da equipe alvinegra.
 
Corinthians (2006) 
Após sair do Palmeiras, Leão teve breve passagem pelo São Caetano antes de ser contratado pelo rival Corinthians, para substituir Geninho. Gerido pela MSI, o clube alvinegro brigava contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro um ano após ter se sagrado campeão do torneio. Logo ao assumir, Leão criticou Tevez e Mascherano, dois argentinos ídolos da conquista de 2005. O técnico disse "não gostar" de argentinos e tirou a faixa de capitão de Tevez porque não entendia "nada do que ele falava".
 
Palmeiras (2006) 
Já desgastado no comando do Palmeiras, Leão tornou a situação insustentável com os atletas do elenco quando declarou o time era "nota 5". O treinador foi demitido após uma derrota por 6 a 1 para o Figueirense, sob a suspeita, de parte da torcida alviverde, de que jogadores teriam feito "corpo mole" para derrubá-lo.
 
Palmeiras (2006) 
Muito criticado pela imprensa depois da derrota do Palmeiras por 3 a 2 para o Cerro Porteño, em pleno Parque Antarctica, na última rodada da primeira fase da Libertadores de 2006, o treinador fez um desabafo contra o jornalista Milton Neves: "é a pessoa mais indesejada do seu meio, só pensa em dinheiro, é um 'dinheirista'. Quando chutou a bunda do Sílvio Luiz, um senhor de 70 anos, ele se vangloriou. Venha chutar a minha", provocou Leão.
 
Palmeiras (2006) 
Irritado pela má atuação do Palmeiras contra o Guarani, em uma partida no Campeonato Paulista de 2006, Leão foi acusado de agredir um repórter de uma rádio de Campinas no intervalo do jogo. Processado, o técnico teve que pagar R$ 20 mil por danos morais ao jornalista, por decisão da justiça proferida em 2011.
 
São Paulo (2005) 
Após a saída de Leão do São Paulo, em abril de 2005, vieram à tona problemas de relacionamento do técnico com jogadores do elenco. O atacante Luizão chorou ao deixar o Morumbi, em julho, e declarou apenas ter assinado um pré-contrato com o Nagoya Grampus, do Japão, por estar temeroso de que o técnico pudesse continuar no comando do clube até o fim do ano. Situação semelhante foi relatada por Falcão, ídolo do futsal que fazia experiência no futebol campo e se disse desanimado pelo tratamento diferenciado que recebia do treinador. Por outro lado, foi com Leão no São Paulo que o atacante Diego Tardelli teve a sua melhor fase com a camisa tricolor.
 
São Paulo (2005) 
Após o título do Campeonato Paulista de 2005, com campanha irretocável, Leão surpreendeu ao anunciar a saída do São Paulo, que depois viria a se tornar campeão da Libertadores e do Mundial Interclubes naquele ano. O técnico explicou a sua transferência para o Vissel Kobe, do Japão, alegando que precisava pagar uma dívida de gratidão com um amigo, dirigente da equipe. Além da questão da amizade, o treinador foi atraído por um salário de R$ 600 mil por mês.
 
Santos (2003) 
Leão teve o ápice da trajetória como treinador com o título do Brasileiro de 2002, comandando a geração dos "Meninos da Vila", com revelações como Alex, Renato, Elano, Diego e Robinho no início da carreira. No ano seguinte, porém, o treinador começou a perder o prestígio com o time ao questionar a forma física de Robinho publicamente.
Santos (2002) 

Elogiado pela postura séria e "linha-dura" no comando da equipe de garotos do Santos que surpreendeu o Brasil ao se sagrar campeã do Brasileiro de 2002, Leão às vezes dava mau exemplo. Em uma derrota do clube alvinegro por 2 a 1, contra o Paysandu, em Belém, o treinador invadiu ao gramado e se juntou ao time para reclamar de um impedimento no segundo gol dos paraenses. Na confusão, entrou em confronto com policiais e foi atingido com gás de pimenta nos olhos.
 
Seleção Brasileira (2001) 
Leão teve uma meteórica passagem pela Seleção Brasileira, entre 2000 e 2001. Foi muito criticado por convocar nomes controversos, como Washington, Cláudio Caçapa, Mineiro, Magno Alves, Robert, Evanílson, e, especialmente, o volante Leomar, do Sport, a quem se referia como "um jogador nota 7, que não é craque, mas é regular". Foi demitido por telefone, pelo presidente Ricardo Teixeira, após o Brasil ter sido 4º colocado na Copa das Confederações de 2001, com apenas uma vitória (contra Camarões), dois empates (Canadá e Japão), e duas derrotas (França e Austrália).
 
Fontes: Site Terra, Tribuna do Ceará e outras fontes