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Boa faz 4 x 2, respira fora da Zona de queda e empurra o Santa para a Terceirona

Boa faz 4 x 2, respira fora da Zona de queda e empurra o Santa para a Terceirona 
 
Mineiros vencem com muita tranquilidade e enfim deixam a zona de rebaixamento, enquanto Tricolor não tem mais chances de se manter na Série B
 
O Boa Esporte respirou na Série B do Campeonato Brasileiro durante a tarde deste sábado. No Estádio Municipal de Varginha, o time local contou com três gols do inspirado Rodolfo para ganhar do Santa Cruz por 4 a 2, resultado que, ao final da rodada, levou o time pernambucano à Série C.
 
Com 43 pontos ganhos, o Boa sobe para a 13ª colocação. Já o Santa Cruz permanece com 33 pontos e sete vitórias, no antepenúltimo lugar, à frente apenas dos também rebaixados Náutico e ABC. A três partidas do fim do torneio, o CRB, primeiro time fora da zona de rebaixamento, soma 42 pontos e 11 vitórias.
 
Pela 36ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro, às 21h30 (de Brasília) desta terça-feira, o Santa Cruz volta a campo para enfrentar o Paraná, time que ainda briga pelo acesso, no Estádio do Arruda. Ao mesmo tempo, o Boa encara o Luverdense, também ameaçado, no Passo das Emas.
 
O Boa conseguiu inaugurar o marcador logo aos 14 minutos do primeiro tempo, em cobrança de pênalti. Rodolfo recebeu de Felipe Matheus pela esquerda e foi derrubado por Wellington Cezar dentro da área. O próprio atacante bateu e deixou o time da casa em vantagem.
 
O Santa Cruz não sentiu o golpe e chegou ao gol de empate já no minuto seguinte. Após cobrança de escanteio de André Luís pela direita, o goleiro Fabrício falhou na saída. Ricardo Bueno aproveitou a sobra, a bola tocou em dois adversários e acabou dentro do gol.
 
O Boa retomou a vantagem no marcador aos 18 minutos do segundo tempo. Wesley recebeu pela esquerda e tocou para Rodolfo. Posicionado na entrada da grande área, o atacante girou em cima da marcação de Anderson Salles e bateu no canto esquerdo de Júlio César.
 
O time mineiro praticamente garantiu a vitória aos 22 minutos da etapa complementar. De forma questionável, o árbitro Paulo Roberto Alves Júnior marcou toque de mão do de Guilherme Mattis dentro da área. Em novo pênalti, Rodolfo marcou seu terceiro gol na partida.
 
A equipe de Varginha ampliou aos 34 minutos da etapa complementar. Paulinho avançou pelo lado direito e bateu para defesa do goleiro Júlio César. Com tranquilidade, Wesley apanhou o rebote, limpou o arqueiro e o zagueiro Guilherme Mattis e quase entrou de bola e tudo.
 
O Santa Cruz chegou a diminuir a vantagem do Boa oito minutos antes do final do tempo regulamentar. Colocado no lugar de Bruno Paulo durante o segundo tempo, o experiente Grafite recebeu passe de Thiago Primão e definiu diante do goleiro Fabrício.
 
FICHA TÉCNICA

BOA ESPORTE 4 x 2 SANTA CRUZ
 
Local: Estádio Municipal de Varginha, em Varginha (MG)
Data: 11 de novembro de 2017, sábado
Horário: 17h30 (de Brasília)
Árbitro: Paulo Roberto Alves Junior (PR)
Assistentes: Bruno Boschilia (PR) e Victor Hugo Imazu dos Santos (PR)
Cartões amarelos: Escobar e Lucas Hulk (BOA); Bruno Paulo, Júlio César, Grafite e Thiago Primão (STA)
Gols:
BOA: Rodolfo, aos 14 minutos do 1º Tempo, aos 18 e aos 22 minutos do 2º Tempo, e Wesley, aos 34 minutos do 2º Tempo
SANTA CRUZ: Ricardo Bueno, aos 15 minutos do 1º Tempo, e Grafite, aos 37 minutos do 2º Tempo
BOA: Fabrício; Geandro, Caíque, Douglas Assis e Elivelton Lima; Escobar, Alyson (Wesley), Fellipe Mateus (Lucas Hulk), Paulinho e Reis; Rodolfo (Júlio Santos)
Técnico: Sidney Moraes
SANTA CRUZ: Júlio Cesar; Walber (Derley), Anderson Salles, Guilherme Mattis e Yuri (Bruno Silva); Wellington Cézar, Thiago Primão e João Paulo; Bruno Paulo (Grafite), Ricardo Bueno e André Luís
Técnico: Marcelo Martelotte
 
Fonte: Gazeta Esportiva 
Divulgação: Site Eternamente Futebol 
Foto: (Foto: Marlon Costa/ Pernambuco Press)
VEJA A TABELA COMPLETA 

 

 
 

Dez anos depois, Santa Cruz repete roteiro e é rebaixado para a Série C
 

Nos seus 103 anos de vida, o Santa Cruz talvez nunca tenha vivido uma crise tão grande quanto a que se iniciou na segunda metade dos anos 2000. Mais precisamente em 2007, quando caiu da Série B do Campeonato Brasileiro para a Série C e depois ainda foi parar na Série D. Passado o calvário, o Tricolor jogou a Série A no ano passado, mas aos poucos parece repetir o passado. Rebaixado para a Série B logo de cara, acaba de confirmar a segunda queda seguida, desta vez novamente para a Série C e justamente dez anos depois da primeira.
 

Agonizando na Série B desde a sua metade, o Santa Cruz já vinha preparando a queda há algum tempo e ela aconteceu neste sábado, em Varginha, na derrota por 4 x 2  para o Boa Esporte. A queda se deu neste sábado também por conta da vitória do Guarani sobre o CRB. Uma simples vitória dos tricolores adiaria o rebaixamento pelo menos em mais uma rodada.
 

A queda do Santa Cruz é ainda mais dolorosa por conta dos objetivos do clube. Quando caiu da Série A no ano passado, o discurso era para conseguir a volta já nesta temporada. Isso foi repetido até pelo menos o fim do primeiro turno, quando consideravam o acesso viável.

 

A queda, no entanto, começou a ser escrita desde o começo da Série B. O técnico Vinícius Eutrópio, que começou a trabalhar em janeiro no clube, já entrou no campeonato nacional bastante contestado por não ter sequer chegado nas finais do Campeonato Pernambucano e da Copa do Nordeste. Ele foi demitido apenas na sexta rodada e a crise financeira, que já era clara, ficou ainda mais evidenciada.
 

Quando demitiu Eutrópio, o Santa devia dois meses de salários aos jogadores e ao tentar contratar outro treinador, ouviu de um deles que não aceitaria justamente por conta disso. A dica ouvida para manter Adriano Teixeira, ex-zagueiro e auxiliar da casa, foi colocada em prática, mas a equipe continuou a despencar na tabela.
 
Apegado ao passado, o clube foi em busca de Givanildo Oliveira, que chegou com fama de "Rei do Acesso" e ainda falando em recolocar o Santa Cruz na Série A. No entanto, ele esteve longe de atingir o objetivo e chegou a ficar sete jogos seguidos sem vencer até ser demitido.
 
Já com um discurso diferente - enfim falando em livrar o time do rebaixamento -, Marcelo Martelotte chegou em setembro com uma difícil missão. Fazer o time voltar a jogar um bom futebol e acalmar os ânimos nos bastidores por conta dos constantes atrasos salariais. Num primeiro momento, os objetivos até foram atingidos, mas durou pouco tempo e o Santa voltou a ser presa fácil para os seus adversários.
 
Na semana passada, já com o rebaixamento em iminência, a maior crise interna do ano se instalou no clube. Os jogadores ameaçaram parar de treinar e nem jogar as últimas rodadas caso parte dos salários não fossem pagos. Os jogadores deram um prazo até a próxima segunda-feira ao presidente Alírio Moraes e os diretores e prometem, a partir daí, parar de forma definitiva.
 
Fonte: globo esporte 
Por Lucas Liausu, Recife