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Se as Torcidas de Fortaleza e Ceará impedem que o Castelão se transforme em "elefante branco”, por que a Luarenas quer priorizar a realização de festas de forró eletrônico e Heavy metal em detrimento da prática do futebol ?

Colunistas: 
Marcos Antônio

Se as Torcidas de Fortaleza e Ceará impedem que o Castelão se transforme em "elefante branco", por que a Luarenas quer priorizar a realização de festas de forró eletrônico e faks em detrimento da prática do futebol ?

 

Dos doze estádios construídos para a Copa do Mundo de 2014, a Arena Castelão é um dos poucos que não se transformou em "elefante branco", graças às torcidas de Ceará e Fortaleza que proporcionam em todas as temporadas uma das maiores médias de público do país.

 

Para se ter uma ideia da paixão de nossas torcidas por futebol, o Ceará Sporting detém a sétima melhor média geral de público em 2017, superando inclusive, 15 clubes da Primeira Divisão. A média de público do Ceará por partida é de 16.196 pagantes, ficando atrás apenas de Corinthians (38.634), São Paulo (34.500), Palmeiras (30.362), Grêmio (21.163) e Bahia (20.043).

Já o Fortaleza, mesmo amargando a Série C por oito anos, não fica atrás do Ceará em termos de presença de público.

 

O Leão do Pici obteve a maior média de público da Série C em  2017. Obteve o maior público em uma única partida e a maior renda bruta da Terceira Divisão. A média de público do Fortaleza por jogo na Série C é de Fortaleza - 18.175 pagantes.

 

O FEC proporcionou os maiores públicos pagantes da Série C:

Fortaleza x CSA - 43.778 pagantes

Fortaleza x Tupi - 39.126 pagantes

Remo x Sampaio Corrêa - 33.036 pagantes.

 

Diante de torcidas tão fiéis , fica difícil compreender por que a administradora do Castelão tem, ultimamente ,priorizado a realização de festas de forró e bailes fanks nas dependências do estádio em detrimento da realização de jogos oficiais do Fortaleza Esporte Clube, por exemplo.

 

No primeiro confronto das semifinais da Série C entre Fortaleza e Sampaio Corrêa , o jogo não pôde ser realizado no final de semana porque a Administradora do estádio havia cedido a Arena para a realização de um show de forró eletrônico. A partida foi adiada para a segunda-feira, o que prejudicou financeiramente o Clube , pois houve uma drástica redução da presença da torcida do Fortaleza.

 

O mesmo problema volta a se repetir nas partidas finais entre Fortaleza e Floresta pela Taça Fares Lopes. O primeiro jogo entre as duas equipes está marcado para o dia 31 de outubro, mas o confronto está ameaçado de não ser realizado porque a Luarenas, administradora da Arena Castelão, alugou as dependências da Arena para a realização de uma festa fank no dia posterior à data da partida. Com isto, criou-se um impasse: a diretoria do Fortaleza ameaça não mais utilizar a Arena Castelão em 2018, se a Luarenas priorizar o show fank em detrimento da realização do primeiro jogo do Leão pela final do torneio Fares Lopes.

 

Cito aqui alguns estádios que viraram "elefantes brancos" por falta de presença de público nos jogos - a Arena da Amazônia dá um prejuízo de 500 mil reais por mês aios cofres do estado. "No Mato Grosso, os gestores da Arena Pantanal defendem uma ação federal, com a participação da CBF e do Governo, para salvar os estádios da Copa que estão no vermelho. A Arena pantanal tem um custo mensal de 700 mil, também bancado pelo governo estadual."

 

O Estádio Mané Garrincha não é diferente da Arena Panatanal. O custo de manutenção mensal é parecido com o do colega mato-grossense (R$ 700 mil); a arrecadação gira em torno de R$ 200 mil.

 

"Em todos os estados, uma das soluções apontadas foi a concessão à iniciativa privada. Em Brasília, uma chamada pública atraiu dois grupos interessados. No Mato Grosso, a secretaria acha difícil encontrar um parceiro. Em quatro locais, empresas que gerem os estádios querem deixar o negócio. Isso aconteceu em Pernambuco – a administração voltou para o governo do estado. Pode acontecer no Maracanã, Arena das Dunas (RN) e na Fonte Nova."

 

Diante da carência de público nas Arenas construídas para a Copa de 2014, percebe-se que o público cearense, em especial as torcidas de Ceará e Fortaleza, são as responsáveis pela não transformação do Plácido Castelo em "elefante branco".

 

Então, como entender a administradora Luarenas que teima em dar outra função ao estádio ? O óbvio não seria priorizar o Castelão para a prática do futebol? Não foi para essa finalidade principal que foi construído? Com a palavra o Governo do Estado.

 
Marcos Antonio Vasconcelos Rodrigues - Redator do Site Eternamente Futebol 
Fonte dos dados estatísiticos: O Povo  e O Estadão