Adilson Batista diz que medalhões só serão escalados no Cruzeiro se jogarem bola: 'Está dado o recado'

Adilson Batista diz que medalhões só serão escalados no Cruzeiro se jogarem bola: 'Está dado o recado'
 
Novo treinador prometeu justiça na montagem do time na reta final do Brasileiro
 
 
O que era para ser um pronunciamento se transformou em entrevista de 15 minutos. Adilson Batista estava disposto a falar em seu retorno ao Cruzeiro. E só não alongou muito porque tinha que correr para o campo e dar o primeiro treino visando ao jogo contra o Vasco, às 20h de segunda-feira, em São Januário, pela 36ª rodada do Campeonato Brasileiro. Uma das respostas que mais chamaram a atenção na coletiva foi sobre não ter medo de tirar ‘medalhões’ da equipe. O técnico não citou nomes, porém os atletas que mais têm sido cobrados pelos torcedores em função do momento técnico são o lateral-esquerdo Egídio, os meias Robinho e Thiago Neves, e o atacante Fred.
 
Como prova de que tomará decisões drásticas se achar necessário, Adilson relembrou quando sacou o goleiro Danrlei, ídolo do Grêmio, em 2003, e o lateral-esquerdo Roberto Carlos, em sua passagem pelo Corinthians, em 2010. “Se puxar um historizinho meu, eu tirei o Danrlei, ídolo do Grêmio, em 2003. Tirei. Eu substituí o Roberto Carlos dez vezes no Corinthians. Então, você já conhece a minha linha. Não é nome. Tem que jogar bola. Comigo tem que jogar bola. Já está dado o recado, não está?!”, disse o comandante, de volta ao clube celeste depois de nove anos.
 
No entanto, tudo será feito com calma. Adilson garante que trabalhará 24 horas por dia em prol do Cruzeiro para conhecer o elenco a fio e não tomará como base apenas a atuação na derrota dessa quinta-feira para o CSA, por 1 a 0, no Mineirão, determinante para a saída de Abel Braga do clube. Restam três rodadas no Campeonato Brasileiro, e o time não depende apenas de si para escapar do rebaixamento. A briga é contra o Ceará, 16º colocado, com 37 pontos. A Raposa terá de somar dois pontos a mais que a equipe alvinegra.
“Eu não posso julgar pelo jogo de ontem. O Thiago fez, errou, era o batedor, como outros erraram. Não posso ser radical. A gente tem que ter alguns cuidados quando chegamos a um clube. Eles fizeram grandes jogos aqui. Vamos resgatar como jogaram, como foram as escalações. Não foge muito. Claro que pode mudar uma coisinha ou outra, mas não dá para ser radical e perder a essência. Acho que o jogo de ontem tem que ser esquecido. É página virada, é um novo treinador, um novo processo, uma nova cobrança. Precisamos reverter, é com a gente. E eu quero dar a minha contribuição”.

Com relação a pratas-da-casa, alguns se firmaram na equipe, entre eles o zagueiro Cacá e o volante Éderson, ambos de 20 anos. Outros ainda aguardam oportunidades, casos do meia Maurício e o atacante Vinícius Popó, de 18. Adilson ressaltou que o aproveitamento dependerá do momento, sem nenhum tipo de loucura.

“A gente tem que ser inteligente e ter discernimento. Não é só lançar. O menino precisa ser preparado e colocado no momento certo. Vou dar um exemplo: o Fábio Júnior foi vendido porque tinha o Muller ao lado. O Evanílson foi vendido porque tinha o Valdo ao lado. A gente tem que ser inteligente para lançar atleta jovem. No momento certo, oportuno e que tenha qualidade. Se tem potencial, você consegue encaixar, como tem alguns lá dentro. A gente já viu. Não terei medo de lançar, mas não podemos dar a responsabilidade somente a eles. Não é com loucura que vamos sair dessa situação, e sim com organização, disciplina, conversa, treinamento, atitude. É isso que penso”.

 
Por Superesportes - Rafael Arruda 
Adilson Batista prometeu justiça na escalação do time na reta final do Brasileiro (Foto: Juarez Rodrigues/EM/D. A Press)