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Entrevista com Luís Eduardo Girão , novo presidente do Fortaleza

Colunistas: 
Marcos Antônio

Entrevista com Luís Eduardo Girão Novo presidente do Fortaleza
 
Fonte: O Povo
 
Empresário, 44 anos, morando nos Estados Unidos e extremamente discreto — tanto que pediu ao O POVO para não ter sua foto publicada. Luís Eduardo Girão, que no sábado se tornará presidente do Fortaleza até novembro de 2018, recebeu a reportagem em seu escritório para falar sobre a nova responsabilidade. Abertamente, falou sobre os desafios à frente do clube e se posicionou sobre assuntos polêmicos.
O POVO - Qual a sua ligação com o Fortaleza?
Luís Eduardo Girão - Minha relação com o Fortaleza é de amigo de infância. Realmente eu estou um período afastado, desde 2015 moro nos Estados Unidos com minha família. E hoje represento um grupo de pessoas que querem o bem do Fortaleza, que amam, que têm um passado no clube.
 
OP - Como você vai gerir o clube tendo residência fora do País?
Luís - Neste período que vou passar em Fortaleza, estarei imerso, mas vou me equilibrar. Depois de um jogo vou aos Estados Unidos ver a família, passo dois ou três dias lá, mas conectado com a equipe que vai estar trabalhando aqui.
 
OP - O Fortaleza tenta sair de crise financeira. Qual a atual situação?
Luís - Contratamos uma auditoria e em 90 dias vai apresentar os resultados. Vamos mostrar ao Conselho Deliberativo e depois publicar no site. Mas o déficit existe e esse é um desafio que não é só da diretoria, mas de todos.
 
OP - Como você pretende gerir o clube?
Luís - Vamos ter dois vice-presidentes atuantes, com posições bem definidas. E eles vão responder na mídia pelo clube. Estou me apresentando, mas até pelo momento que vive o Fortaleza, a torcida não quer muita conversa, ela quer é trabalho. O (Marcello) Desidério vai responder pela parte administrativa-financeira e o Marcelo Paz, pelo futebol.
 
OP - Isso não pode dar a impressão de que você é apenas o nome da candidatura?
Luís - Não, porque eu sou despojado de vaidades. É uma prerrogativa que tenho de colocar as pessoas que estão diretamente nas área para falarem pelo clube. Meu estilo é de trabalhar nos bastidores, em silêncio, mas isso não significa que eu não vou estar lá no clube.
 
OP - Então você não vai mais falar para a imprensa?
Luís - Numa final de um campeonato, em algum evento específico ou alguma situação institucional. Mas no dia a dia vou ter porta-vozes.
 
OP - Assumir um clube de massa sendo reservado não é contraditório?
Luís - Acredito que é um momento novo no Fortaleza, que a gente vai precisar ter essa serenidade, esse pé no chão, pro bem do Fortaleza.
 
OP - Por que seu nome foi o escolhido para a candidatura única?
Luís - Talvez porque não tenho histórico na direção do Fortaleza e tenho bom relacionamento com vários setores que já participaram do clube. Repetindo sempre: eu represento um grupo de pessoas oficialmente e extra-oficialmente, de ex-presidentes que não estão na chapa, mas estão colaborando, como Renan Vieira, Daniel Frota, Osvaldo Azin e tantos outros.
 
OP - Não há mais divergência interna no Fortaleza?
Luís - Estão todos juntos nesse propósito.
 
OP - Por que largar uma vida nos EUA para assumir o Fortaleza?
Luís - O sentimento de dever a cumprir pelo clube. Não é fácil, mas vou fazer o meu melhor.
 
OP - Por que você se sente capaz de ajudar o Fortaleza mesmo estando fora do país desde 2015?
Luís - É uma contribuição. Essa questão da capacidade vai de um trabalho diário. Foi um nome construído. Eu jamais esperei ser presidente do Fortaleza um dia, não era algo que estava nos meus planos, mas eu me senti num dever a cumprir e por isso que estou vindo.
 
OP - Com quanto você contribuiu financeiramente? Foi doação ou empréstimo? Qual a garantia de que vai receber de volta?
Luís - Repito, não é o Luís Eduardo Girão, é um grupo…
 
OP - Mas você vai ter um mandato...
Luís - Também, eu participo disso. Desde a gestão anterior foi aberta uma perspectiva dentro do Conselho Deliberativo de se ter uma mínima garantia de algum aporte, por meio dos direitos econômicos de alguns jogadores que pertencem ao Fortaleza. Então, esse grupo entrou, fez algumas contribuições, uma parte com esses direitos econômicos e vão ser necessárias outras como empréstimos. Vai depender do resultado pra saber se volta. Garantia não se tem. Então, na verdade, é algo que está se fazendo de uma forma para ajudar o Fortaleza.
 
OP - Qual foi o valor aportado pelo grupo?
Luís - Estávamos com duas folhas atrasadas e estava entrando a terceira. Problemas com fornecedores, com tributos, então foi feito um número que vai ser apresentado ao Conselho, que depois torna isso público da forma que achar melhor. O importante é que foi saneada uma parte, e uma pequena parte, diga-se. A outra, vamos ter que buscar com criatividade, com transpiração e com ajuda do torcedor.
 
OP - Você fica até novembro de 2018 mesmo que o acesso não venha?
Luís - Vou ficar o tempo necessário para dar minha contribuição ao Fortaleza, mas a posição final é de um grupo.
 
OP - Mas você tem um mandato...
Luís - Sim, eu tenho um mandato e eu sei das responsabilidades e eu procuro ver de uma forma responsável o que é melhor para o Fortaleza. O tempo que for necessário, eu achando que a contribuição que eu possa dar seja a melhor possível, é o tempo que vou continuar.
 
OP - O que tá sendo preparado para o centenário do Fortaleza?
Luís - Já estamos com um olhar no centenário. Precisamos resolver nossa fachada, muitas obras que estão perto de terminar, mas tudo com uma palavra-chave: simplicidade. Não vamos dar um passo maior que consigamos. Está muito claro isso e está todo mundo falando a mesma língua. Quem sabe faremos um documentário. O sentimento é não deixar passar este momento histórico.
 
OP - Qual sua posição quanto à venda de bebidas alcoólicas nos estádios?
Luís - Sou a favor da venda de bebidas no estádio, até de cerveja, desde que seja sem álcool. Tive acesso aos estudos do MP (Ministério Público) daqui e de Pernambuco, e à Polícia Militar, que tem um posicionamento bem definido. A bebida alcoólica com bola rolando potencializa, segundo esses estudos, uma emoção exacerbada que pode levar à violência. Acredito que é uma obrigação nossa, de dirigentes de futebol, antes de ver o dinheiro, pensar na segurança dos nossos torcedores, pensar na segurança das famílias. É uma posição pessoal.
 
OP - Mas muitos de seus dirigentes são a favor...
Luís - Acredito que o debate tem que ser feito. E através do debate as ideias vão clarear de um lado e do outro. Pode ser que pessoas que são hoje a favor reflitam com o debate. Eu acho que tem que ter prudência em relação a isso.
 
OP - Qual seu posicionamento sobre organizadas?
Luís - Precisamos ter diálogo e disso conseguir convergências, principalmente em busca da paz, que é o nosso lema. Em busca de uma parceria que seja saudável para todo mundo.
 
OP - Desde quando você está trabalhando? E a partir de sábado, como será?
Luís - Na história recente do Fortaleza contribuí de forma pontual. Mas desde o dia 1º de maio estou respirando o Fortaleza. E depois de sábado não será diferente. O clube está vivendo novo momento, de união, de uma sintonia entre dirigentes, entre elenco, comissão técnica e torcida também. Eu acredito que essa sinergia que pode fazer esse projeto dar resultados, frutificar, não apenas a curto prazo, mas, principalmente, a longo prazo.
 
 
Divulgação: Site Eternamente Futebol
 


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