Os técnicos estrangeiros continuam chegando: eles se propõem a fazer "omelete" sem ovos

Os técnicos estrangeiros continuam chegando

Os técnicos estrangeiros se propõem a fazer omelete “sem ovos”

O Nordeste já possui três técnicos de futebol sul-americanos . Na temporada , o Fortaleza foi o pioneiro , ao trazer o técnico argentino Juan Pablo Voyvoda. Em seguida , o Bahia contratou outro argentino , Diego Dabove. Por último , no início desta semana , o Sport Club Recife anunciou o técnico paraguaio Gustavo Florentín. No Sul , já temos dois estrangeiros: o uruguaio Diego Aguirre , do Internacional e o português Antonio Oliveira , do Atlhetico paranaense. Na região Sudeste , também já há dois estrangeiros: Hernan Crespo , do São Paulo e o português Abel Ferreira , do Palmeiras

Maioria em início de carreira , esses técnicos , os que já chegaram e os que ainda devem vir , dispõem de um grande mercado , não apenas o Nordeste , mas todo o Brasil , para desenvolverem bom trabalho e se projetarem na carreira.

Eles vêm dispostos a trabalhar com o elenco que o time que o contratou dispõe no momento e sem grandes exigências acreditam que podem fazer um trabalho produtivo , diferente da maioria dos técnicos brasileiros, alguns se consideram “estrelas” e fazem grandes exigências para virem treinar um time nordestino , a começar pelos exorbitantes salários.

Além do que , esses técnicos sul-americanos que estão vindo para o Brasil , demonstram também serem bastante estudiosos alguns como ótimo nível de escolaridade, a exemplo de Juan Pablo Voyvoda , que faltou apenas um semestre para finalizar a faculdade de Medicina. A boa escolaridade do treinador acaba contribuindo de forma positiva para o desenvolvimento geral de seu trabalho , por exemplo , a forma como se comporta na margem do campo na hora do jogo ( sem oprimir a arbitragem , sem pronunciar palavrões a todo momento da partida , sabem reconhecer os defeitos e virtudes do time , não ficam transferindo a culpa da derrota para outrem…)

E , principalmente, estão dispostos a buscar novas formas de atuação da equipe , procurando fugir da mesmice dos estilos de jogo que caracterizam a maioria dos times brasileiros.

Os técnicos estrangeiros estão chegando para mostrar que é possível realizar trabalho produtivo e diferenciado mesmo tendo a seu dispor um elenco modesto.

É , teoricamente , “fácil “ realizar um grande trabalho com um elenco recheado de craques.

Os estrangeiros estão chegando para mostrar que se pode ser bom técnico de futebol numa agremiação em que o elenco é considerado desprovido de craques.

Obviamente, esse bom trabalho do técnico estrangeiro depende também da parte administrativa do Clube e dos outros membros da Comissão Técnica.

Marcos Rodrigues , redator do Site Eternamente