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Corinthians paga por apostas pessoais de seus cartolas

Colunistas: 
Marcos Antônio

Corinthians paga por apostas pessoais de seus cartolas
 
A goleada de 4 a 0 sofrida diante do São Paulo, com direito a um pênalti polêmico, mostrou quanto o Corinthians sofre por causa de apostas pessoais de seus cartolas.
 
Oswaldo de Oliveira é o quarto treinador do time no ano, após Tite, Cristóvão e Carille (interinamente) comandarem a equipe. O clube só atingiu a desconfortável marca porque Andrés Sanchez, mesmo sem cargo oficial na diretoria de futebol, inventou e bancou Cristóvão. O técnico estava fora do mercado e não tinha nada no currículo dando lastro para sua contratação. Foram inúmeros os apelos de conselheiros para que ele não fosse escolhido. Mas prevaleceu a vontade do deputado federal.
 
O resultado foi a demissão de Cristóvão, cerca de três meses depois numa atitude isolada do presidente Roberto de Andrade tomada ainda em seu camarote ao final da derrota por 2 a 0 para o Palmeiras, acidente muito menor em relação ao ocorrido no Morumbi neste sábado (5).
 
A partir daí foi a vez de Andrade fazer valer seu desejo pessoal. Depois de um período com o auxiliar Carille no comando, bateu o pé, ignorou os alertas e trouxe Oswaldo, que brigava para não ser rebaixado no Sport. Outro técnico sem resultados recentes que dessem esperança de sucesso. A birra fez o diretor de futebol Eduardo Ferreira pedir demissão.
 
Oswaldo tem menos de um mês de trabalho no clube, período em que não fez o time mostrar evolução. A equipe é confusa, desorganizada, desprotegida na defesa e reflete a fragilidade de um elenco quem troca de treinador com frequência. A missão de Oliveira é ainda mais complicada porque ao seu lado encontra um diretor de futebol (Flávio Adauto) que também está tateando o vestiário, já que quem conhecia o elenco (Edu Ferreira) pediu demissão justamente por discordar de sua contratação.
 
Não fossem as apostas pessoais e teimas de Andrés e Andrade, o Corinthians provavelmente estaria em seu segundo técnico no ano desde junho, quando trouxe Cristóvão. Se Roberto e Sanchez tivessem ouvido diretores e conselheiros e principalmente pensado no que era mais seguro para o clube, certamente o alvinegro não estaria passando pela aflição de encerrar a temporada com um treinador que ainda está em começo de trabalho e pena para arrumar o time.
 
O excesso de individualismo, arrogância e amadorismo na escolha dos treinadores já fez o Corinthians pagar com o vexame diante de um de seus maiores rivais. Mas a conta pode ficar mais alta se a vaga para a Libertadores não for conquistada. Seria uma catástrofe financeira.
 
Perrone
 

06/11/2016 10:07
Fonte: Blog do Perrone