Colunistas - Eternamente Futebol

Maracanaço: as causas do fracasso brasileiro na Copa de 1950, segundo o ex-massagista Mário Américo

Juntando os 7 anos de Madureira aos 12 de Vasco e 19 de Portuguesa, prestei serviços ao futebol brasileiro durante 38 anos , com apenas duas faltas.

 

 

 

    E ambas justificadas. Meus trabalhos com as seleções começaram em 1944, primeiro como auxiliar de Grandin , depois como auxiliar do Johnson até 1950. A partir da Copa do Maracanã, quando Johnson se aposentou, passei a ser o massagista titular, posto em que permaneci até 1975, quando voluntariamente me afastei. Escapei três vezes da guilhotina , pois nos três maiores cortes da história da seleção nacional - 53, 54 e 66 - caiu todo mundo, menos eu. Por quê? Bem, desculpem a modéstia, mas é que eu nunca puxei saco de ninguém, nunca fui politiqueiro e nunca fiz fofoca. Meu negócio sempre foi suar a camisa. Além disso, os jogadores gostavam de mim e chego a pensar que talvez não aceitassem outro massagista, pelo menos depois da Suécia. E tem mais: eu não sou carioca , mas vivi no Rio vinte e oito anos. Isso também deve ter influído.

Marcos Antônio Vasconcelos Rodrigues

Marcos Antonio Vasconcelos Rodrigues acompanha futebol desde os anos 1970. Possui especialização em língua portuguesa e literatura. Autor do livro “Palavras do meu sentimento”.