Colunistas - Eternamente Futebol

O sucesso do técnico tem relação direta com a qualidade do elenco que ele comanda, talvez com raras exceções

Discordo em parte da ideia de que técnicos estrangeiros deixarão legado tático para o futebol brasileiro

 

Nosso futebol é pentacampeão do mundo com técnicos brasileiros. Nosso futebol conquistou dez títulos mundiais de clubes com técnicos brasileiros. A meu ver, o legado que os técnicos estrangeiros podem deixar é a exigência no sentido de cobrar mais profissionalismo dos jogadores. Eles não toleram "barca", contrariamente à maioria dos treinadores brasileiros. Também são mais dedicados e estudiosos, nestes aspectos , sim, eles podem deixar exemplo , mas no aspecto tático e técnico não considero que vão deixar contribuição.

Como os escoceses ensinaram o mundo a jogar o futebol-arte

A Escócia ocupa um lugar de pouco destaque no futebol internacional atualmente. A seleção não tem um craque sequer e os grandes clubes locais estão cada vez mais escondidos – o Rangers lutando para voltar à elite, enquanto o Celtic amargou a “dupla eliminação” na Liga dos Campeões. Uma situação que não tem muitas perspectivas de melhora para a região de 5,3 milhões de habitantes. O que não deixa de ser um contrassenso.
 
 
 

Maracanaço: as causas do fracasso brasileiro na Copa de 1950, segundo o ex-massagista Mário Américo

Juntando os 7 anos de Madureira aos 12 de Vasco e 19 de Portuguesa, prestei serviços ao futebol brasileiro durante 38 anos , com apenas duas faltas.

 

 

 

    E ambas justificadas. Meus trabalhos com as seleções começaram em 1944, primeiro como auxiliar de Grandin , depois como auxiliar do Johnson até 1950. A partir da Copa do Maracanã, quando Johnson se aposentou, passei a ser o massagista titular, posto em que permaneci até 1975, quando voluntariamente me afastei. Escapei três vezes da guilhotina , pois nos três maiores cortes da história da seleção nacional - 53, 54 e 66 - caiu todo mundo, menos eu. Por quê? Bem, desculpem a modéstia, mas é que eu nunca puxei saco de ninguém, nunca fui politiqueiro e nunca fiz fofoca. Meu negócio sempre foi suar a camisa. Além disso, os jogadores gostavam de mim e chego a pensar que talvez não aceitassem outro massagista, pelo menos depois da Suécia. E tem mais: eu não sou carioca , mas vivi no Rio vinte e oito anos. Isso também deve ter influído.

Marcos Antônio Vasconcelos Rodrigues

Marcos Antonio Vasconcelos Rodrigues acompanha futebol desde os anos 1970. Possui especialização em língua portuguesa e literatura. Autor do livro “Palavras do meu sentimento”.